Tempos de transformação: Caio Túlio visita a Edelman e discute comunicação e Internet

Publicado no site da Edelman em 03/06/2009 – Clique aqui para ler os comentários – Palestra proferida em 29/05/2009

Thiane Loureiro

Na última sexta-feira a Edelman recebeu a visita do jornalista Caio Túlio Costa, que lançou este ano o livro “Ética, jornalismo e nova mídia – uma moral provisória”, pela Zahar (cliente nosso), e atualmente trabalha no projeto de plataforma multimídia da Oi. Sua experiência com novas mídias e, claro, os muitos anos de experiência em comunicação despertaram nosso interesse em aprender um pouco mais com ele.

Caio trouxe muitos exemplos de como a Internet tem revolucionado a comunicação e do quanto ainda estamos longe de saber lidar com isso. Comentou sobre o fato de que a mídia tradicional tem simplesmente reproduzido sua produção offline em meios online, sem se dar conta do que de fato é ser interativo e sem criar distinção de conteúdo.

Muitas vezes a Web e o impresso trazem as mesmas notícias, gerando a tal “crise” da imprensa, que pode ser resumida como uma ampla falta de entendimento sobre mídias sociais e suas possibilidades, além da dificuldade de quebrar conceitos e rever a forma como o jornalismo tem sido feito nos últimos 500 anos.

Ele falou ainda sobre a mesma mídia que elegeu e derrubou Collor, mas não teve o mesmo poder sobre Lula, que se manteve popular a despeito de todos os escândalos e conquistou a reeleição. Segundo Caio, essa é apenas mais uma demonstração do quanto a mídia não é mais capaz de influenciar como antes, o que de certa forma também comprova o fato de que as pessoas têm cada dia mais buscado em seus pares (ou seja, na Web) informações para tomar decisões importantes.

Um dos pontos mais interessantes da conversa foram os exemplos usados para ilustrar a rapidez com que ferramentas como o celular, blogs e Twitter mudaram momentos históricos. Contou sobre a passeata contra o atentado em Madrid, que foi organizada e mobilizada via SMS. Falou ainda sobre como os paulistanos organizaram via torpedo e messenger o toque de recolher durante o levante do PCC em São Paulo – toque este que não havia sido decretado pelas autoridades. Lembrou do caso do avião que caiu no rio Hudson, em Nova York, e foi primeiramente “noticiado” via Twitter.

A força dessas ferramentas já é fato. Todos nós somos atingidos por elas, positiva ou negativamente. Governo, cidadãos, empresas, imprensa, consumidores, todos precisam se esforçar para entender essa revolução e seus novos papéis diante das mudanças. E para influenciar ainda mais corações e mentes, vamos sortear o livro do Caio Túlio entre os cinco primeiros que comentarem este post.

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